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    Desconstruir a Existência


    Crau

     

    Que o escravo que gira o moinho possa correr pelos campos / Que contemple o céu e gargalhe aos ventos claros / Que a alma acorrentada, encerrada entre trevas e suspiros, / E que jamais sorriu durante trinta exaustos anos / Se erga e olhe em volta

     

    William Blake em Prophetic Works, Unengraved

     

     

    O sentimento empalado por camadas vis de pensamento, 

     

    o pensamento traído, uma rajada de dores oblíquas no útero, qual ninho sagrado os pássaros humanos os ovos de carne. Alguém que não comigo está todavia em mim jaz eterno, quem sabe o amor ainda ausente trabalhe em plano outro, do que quer ser, quer ser livre, o amor sempre quer ser livre. 

     

    No longe,

    pelo transtorno é que me acho, nele e só nele estou e nele me reforço, no transtorno quero a todos os transtornados, meus velhos erros se calam e eis que pura estou, rica de horas que só existem em noites espargidas do transtorno, horas frágeis horas em ruas mais escuras, difíceis de enveredar. E vê, vou sozinha. 

     

    O pensamento traidor, uma rajada de dores alheias, causar dor aunque no se vea, ojos que no ven, corazón que si siente. Raso do que engana se só engana a sí próprio, se já muito enganei a mim pensando enganar aos outros. Alguém que assume verdade deixa de ser medíocre, mas alguém que deixa de mentir por medo e não por verdade é ainda medíocre. Deve ser. 

     

    Mas ainda assim, medíocres todos somos, medos todos temos. Por isso, não deixem de viver com um cão, um amor, uns drinks matinais. Não deixem de errar nem mandar seja quem convenha à merda, incluso essa que vos diz e caga regras há tempos, pois viver só custa a vida. 

     

    Valendo.

     

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    Escrito por Camile Spring às 02h33
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