Christiane

Donde voam teus olhos azuis, libélulas torpes e frágeis após a birita de um mês inteiro, Santa Tereza no meu tamborim. Na pele, abre o vestido veranico flores vermelhas e verdes como seu gosto, de mata adentro, de chuva na montanha viva. Chuva que escorre num banho quente, jardim botânico, deusas enlaçadas com lábios de água, doces acordes na alma. Foi de anoitecer, quando o sol se escondeu atrás daqueles cabelos dourados na janela. Foi para o amanhecer, Elis, Chavela, Frida, pássaros entre pernas. Foi no crepúsculo daquele quarto, quando as flores de chita guardaram os ventres crus, unidos e nus, lenha pra botafogo.
Foi nunca mais, mais do que nunca, mais.
Escrito por Camile Spring às 18h10
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