Água, foi a água que nos trouxe até aqui. Talvez como rio, talvez como singelo gole mescla com o uísque no quarto escuro, Miles Davis. E a diferença, a diferença. O gosto do gelo cálido das minhas cobertas quando fico sozinha de manhã, quando chego da rua que me larga, Hepburn mastigada. Digo adeus até pra rua, sorrio. Antes um corvo, senhas, Morfeu. Depois apenas Señor Coconut e eu. Veja, entendi quaisquer circunferências, já não sou mais uma penitência que deve ser consumida após três dias de violada na geladeira. Veja, não quero estar perto apenas por sentir tédio, prefiro as geleiras que me encrustam o coração, o sol é grande, aqui dentro é sempre verão.

Uma covardia o tempo, sei bem. Porque na história que me conta eu não existo mais, sou passado, mesmo pra quem me deseja sou passado. Sempre serei.
Meu cansaço é de cerveja choca, tem jeitnão.
Astronauta libertado rolês de teleférico pela vida viagens ao magma terrestre oito trepadas ao dia basquete jamaicano de tarde no parque cumadis suadas na pista música música e mais música.
E os passarinhos sempre cantam de manhã na quebradinha da Dona Felicidade. E as cigarras de Serra Negra cedem lugar na aeronave dos sonhos de fim de madrugada, quando o sol reflete de longe a rosa, eu durmo feliz.