Ofensa, o palhaço sem humor

Aqui não dá, essas configurações imprecisas que representam a normalidade e o breu nas tocas dos roedores de lixo nuclear que a proliferam em nome de uma segurança putrefata não podem entender a nudez magistral de uma fêmea que corre ensandecida atrás de pérolas nas ruas imundas do centro de São Paulo soa como alucinação as pernas de tigre furioso daquela mulher, mamífera faminta de olhos virados, surrealismo urbano ao vivo em branco e preto.
Aqui não funciona, a realidade é uma instituição falida nada como a orgia de uma noite bem dormida surpresa de quem nada acorda da vida que memetam entre cobertores sá-carneiro que a porta do meu quarto fique para sempre fechada sá-carneiro e não me façam mais nada sá-carneiro cinqüenta e oito minutos de introdução ao outro mundo dentro de quem sabe de mim mais sete horas e meia nos cafundós onde não cabe mais ninguém, eis o egoísmo saudável.
Aqui só de bruços,
cidade epilética
Onde reina a ofensa histérica dos que existem sem humor.
Escrito por Camile Spring às 15h20
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