Je ne pas mentir

Lilás, corpos empedrados. Mecânica do escuro
Essas circunferências na parede que tu vês, sabe lá
Reticências, ponto e vírgula, quizás dos puntos libres
Mas veja, seja ninho ou sejam teus pés
Est vulcán jaz ativo em nosso lar, Atitlán
No vão dos oceanos, no rastro dos ciganos
Nessas lavas em forma de lençol, caracol
No tom da rosa na camisa que não permite angustiar
Com o mais molhado dos beijos, geração cabaré
Jacarandá de mesa, linha do horizonte em forma de cabelos
Que caem. Que caem. Que caem. E tu não enxerga.
Por cães de la calle, je ne pas mentir, por eles sim!
No limbo rola, chora, cheira o pó pútrido da vida
Se a terra é guerra, a noite é pedra
Se a guerra é noite, tu é arma. Eu também.
Bah! Esses lirismos de merda, de ninguém
Falador passa mal, rapai. Deixe disso...
Matei tú, foi? Matei tua família?
Sim, verdade, matei de verdades. Mas olhe,
Iracema, Mato Grosso e o Joca também quiseram gritar
Das celas em prisões ambulantes, holofotes
Dos olhos de Auxiliadora, Cândida Erêndira da zona da mata
Da cama encardida onde o crânio de Vênus é estilhaçado
Da alma que se afoga no seco, dor de cabra magra
Vide inferno, estação de paz.
Escrito por Camile Spring às 15h14
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