Farra-me balão fantástico, eu e Hans Pfaal a la lua
Dá sorte fazer o que eu digo, viva a brotolândia ó Elis Regina que reina no calabouço de minhas largas ancas. Bem ontem que descobrimos juntas que a ovelha é marida do carneiro, bem hoje que tô de sardade no tamborim Dudinha me segreda que alce é um viado do chifre garboso, ôoo risoflora. Ai de mim, que imaginava se tratar de um mini-viado, equívoco enfadonho. Gimno gimno gimnosperma, plantas que se enrolam em minha perna após a coelha Marofa pulverizar a atmosfera e aparecer os pequeninos seres orgásmicos quando estou só em casa. Bardot de lingerie alimentava um ganso manco, ou gunso, o caminhar majestoso de barão Gustav Bernard von Biscat da Maracangalha quando torceu o pé na ribancera de chapéu de palha e mancou com sua nobreza tropical pelas veredas de Tyaga, que visão!

No espelho, “mulher é mulher de verdade quando está sozinha de lingerie”. Aproveitemos-nos sagrados dedinhos. No banheiro, “meu cú não é tímido, em qualquer vaso nasce flor”. Caguemos sempre bem, amém. No quarto, “enrosco, só se for com Guadalupe e seus olhos de esmeralda”. Miauuzzzz. Na cozinha, “mmm, eu, vinho branco e sementes de girassol, que sorte a minha!”. Na saída, “boteco e confusão ou Poe e seu fantástico balão? Vou de balão pra confusão!”.
À la calle, à la rua eu e Hans Pfaal à la lua.
Escrito por Camile Spring às 18h02
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In Caubói Veritas

Mas que cegueira, que leseira, que escurinho úmido onde os céus caem sob os óio grudado, no banheiro, nas barata, nas tempestuosas secreções da rua vazia que inunda a solidão, nos dias ausentes de mim mesma, nas planta que esqueci de moiá e gritam secas o sol da laje, na espera de um tempo parado que nunca existiu, no desgaste inevitável da idade, mediocridade. Medinho.com não guento mais, virge crispim. Água fria na cabeça, in caubói veritas hasta el fim. Ó tropeção doido pela estrada verdejante, cuide muito bem dessa saia esvoaçante, levanta poeira, chama cachaça, se mata de dar risada e depois ainda raste o corpo e o copo sozinha lá pa casa. Sempre belicosa, cachola de chacotas desonrosas. E dorme gostoso, muito gostoso, então me fode um pouquinho, ai mas é com amor sim, ãrram, com o carinho soturno de Mustafá que reina a orgia no palácio construído por escravos cadavéricos, perverso por entre espadas, pedras pretas e camelos fedorentos que morrem asfixiados pelo próprio cheiro. Diversão garantida!
Confundiu tudo foi fia? Então respira, bebe o caubói e olha bem pra tua cara, dá um tapa ardido nela. Pode rir. Pode chorar. Mas presta atenção nas marcas que ficaram e as que depois de 30 minutos passaram. Dá o play na Dona Selma, abre a janela e vai fazer macarrão de calcinha que tu ganha mais bela.
Escrito por Camile Spring às 16h52
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