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Desconstruir a Existência


Los mejores dias empezam con tonterias en la cabeza, así como los sueños

Debruçar na janela e mergulhar nos desarranjos do tempo é a única ação do dia. Percorrer cores no céu, quando a vida grita por delicadeza para todos os gigantes da verdade, aquela que não existe. Paranóia ascendente de Macabéa, princesa do Reino Nada, que vive sob a proteção de agulhas apontadas para a hora da estrela. Ela roda, ela ri, mas os globos oculares impudicos lhe são dignos de muita porrada no coração, cabrita aguerrida, confusão garantida.

   

 

Desperta contente, crédula. Calça os sapatinhos vermelhos, abre as janelas e de repente não sabe onde está. Pensativa, põe as mãos na cintura e pergunta à porta, que abre silenciosa. Agradece a gentileza, passa para uma sala muito clara com um cheiro doce forte e tenta lembrar o que havia feito no dia anterior, mas não possui qualquer lembrança. É salva pelos secretos labirintos da memória, brisa levinha na montanha de qualquer liberdade. Liberdade.

 

Esses hormônios em demasia sempre afogam um oceano perpétuo de vontade entre seus braços e pernas. Mastiga palavras, engole olhares e possui um sistema digestivo feito especialmente para a criação de borboletas no estômago.

Trepa demais, como qualquer flor musguenta que procura abrigo pelos calientitos de verão. 

 

Eu vento, tu ventas, eles ventam, nós ventamos, vós ventais...

 

Quero ser rio. Dar rolê por aí, não pertencer.

Ser, fluir distraída pelas duras pedras do coração.

Triunfo do sosseguinho, feeling fine, feeling free.

Churras na laje, luzinhas do meu íntimo jardim.

 

“Você me lembra flor, nega”

 

Paz na colméia.

E que assim pra sempre seja.

 



Escrito por Camile Spring às 14h55
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Ensaio de uma roleta de 12 mil cores

Sim, no escuro tudo fica muito mais claro. Translúcido.

 

 

 

Roda nossas mãos na roleta do tempo e vamos nos abraçar muito,

e ver girar as cores do que somos nós. Tons do vermelho, da carne.

Da rosa sorrindo nas garrafas de cerveja,

vasos nosssos, que correm pelos canais sanguíneos 

 

dos pés a cabeça.  

 

Uma tiração de onda. Havaí. Costa Rrrrica. Nova Zelândia.

Em qualquer flor de xita. Dos canteiros de Itú, em qualquer quebrada da Vida..

 

Sim, tira o chicotinho e mostra pra ela, vai Fab, vem ver a vista.

A casa tá lá, o rango perfuma a carcaça. As arvres colorem a ida.

 

Sim, barrigas crescem, barrigas crescem.

Amores que pelo intervalo de um segundo não padecem.

Grávidas amigas, tantas! E isso, mis cabrones, que es?

Qual o segredinho dos medos? Dos tormentos?

De todos os nossos momentos?

 

Põe Astor Piazolla e vai transar.

 

Um Maior dos princípios (insuperável) é não nunca haver princípios.

Não nunca. Principio do fim, do nunca, do não.

Insuperáveis frases de qualquer esquina,

cancões exaustas pelo final de qualquer relação.

Relação.

 

Final e começo, um começo do final, começo do começo, do fim?

 



Escrito por Camile Spring às 02h42
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