Fases químicas e vestidinhos, o fim das picuinhas
“Pega uma cerveza pro seu ancião”
Menina-tabuleiro, calçada de passos sem jeito, calibre da carne no leito.
Frescas flores torturadas pela deformidade inevitável das palavras.
Engata a ré para volver volver – a tus brazos otra vez.
Volta, mas me conta tudo, eu preciso saber da tua vida.

Fases químicas de uma mistura heterogênea, você sabe,
sofisticação da intimidade, momentos de cruel ansiedade,
(sarjeta do tempo)
rompecabezas com o mais perfeito dos níveis de dificuldade.
Papéis rasgados pelo chão do passado,
lá no horizonte, a rotatória indica a existência como um dado.
A beleza ainda está no duvidoso,
natureza que dribla a certeza com o maior dos passes nebulosos.
Um homem conversa com angústias, risa de arrrozz.
Esse mesmo homem acha pérolas sob o horror de cicatrizes.
Penas e sangre, a doce morte das perdizes.
Vestidinho de renúncias, que como detrito aduba saudosas visões da incompreensão.
Cuma?
Je t’aime,
(como nos convivas, plus que tout)
Por isso, Where or When para mexer nossas vidas, (dotô)
sal e limão para lamber o agouro das feridas,
in vino veritas para não temer o gosto das despedidas.
Escrito por Camile Spring às 12h58
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