Mademoiselle Pirata entra-em-beco-sai-de-beco
Quantas Marias eu terei que ser pra tu me querer?
Contigo, só de anel de prata, girassol na janela, beijo de mulata.
Maria, eu? Maria não, Maria pra quem, Maria ninguém.
Eu de Maria só pra sumir da tua vida, vivo pirata.

Morde e não arranca, vai mas não dança. Não grita, mas acorda a vizinhança.
Transgressão humana, tudo na mente doente de uma vermelha dama.
Acreditou no céu? Esqueceu que nos encontramos em noites de papel?
Dona Flor e seus dez maridos, uma história pra ser contada no cantinho do ouvido.
Fazer o quê? Se um é tão difícil...
Mademoiselle Pirata assalta navio na chibata e mata mais um devaneio burocrata.
Escrito por Camile Spring às 00h12
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