Fela Kuti baila en Dia de los Muertos

Meia-luz que ilumina o livro, kleenex ao lado, um alívio. Flores no vaso transpiram o baile perfumado que resta da festa, insane in the brain que segura a queda da peteca.
Prévias num capuz surrado, chicano miserável. Memórias de um baile break onde o brake foi myheart. Meu negão tava locão, nem viu meus olhos quando se afogou naqueles lábios jambolão. Fela da puta, depois vem chorar “mas foi erro de conduta”. Fela Kuti não consigo mais, o pior é o assassínio de meus mestres musicais. Igualzinho a outra vez, quando meus ouvidos fisgavam mágoas em acordes doloridos.
Ferida suturada pelo som de tons mais coloridos.
Xavecos furados no almoço da padaria, engravatados travados no “terceiro casamento e não tenho nem barriga”. Eterna preguiça, excesso do exagero para tapar padrões dos buracos da vida. Exagero do excesso, tu nem imagina a merda que pode ser a volta sem a ida. Sutilezas do erro, sinhá Delicadeza que só desperta com a maior cagada do mundo, a dama é o próprio vagabundo.
Escrito por Camile Spring às 13h04
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|