Faraó Bambaataa ao Ode Zulu Nation: que Ialorixá Xoxota te proteja!
A guerra é um incorpse canibal de crenças. A Felicidade pode ser uma longa doença. Não me levo a sério, não sinto o peso de meus adultérios. O Mal da Desobstruência, falta de bigorna na consciência. Viva Afrika Bambaataa, porra, o que mais importa? Ó grande Faraó Zulu, perdoe essas almas que no pecado e na labuta crêem, DARK MATTER, Amén!

Trinta pessoas falam ao mesmo tempo numa sala fechada dentro da minha cabeça, discípulos de Josicreide que nunca param de rir, religião do nunca proibir.Uma coisa Rua Augusta, fuzuê no bilhar em plena madruga de segunda. Rapariguero Preguiçoso de chinelas, sabe quanto custa?
A namorada Clara quer as bichas para a festa começar: “Cadê as biiichas, mixer?!”
Clara, a namorada, quer o mixer para as bees dançarem: “Cadê o miiiixer, beeee?!”
E assim viajamos felizes para o interior de São Paulo: Ca-dê-o-mi-xer-bee-cha!?
Cadê???
Foi exatamente assim que chegamos a mesma taberna Busca Vida duas semanas depois, Von Biscat, LeCook, Quin dentro da barriga da Priscila, a Priscila e eu; sem mixer, sem beebas queridas, sem a namorada Clara, apenas a discrepância na goela deprimente de uma Fernanda sem Porto. Pois digo ao des-deejayzado Biscat: “Falta passarinho na goela dessa moça”, ele me olha com ar sério, sorve com leveza um bocado de sua pinga com mel e depois me olha de novo com cara de meiota. Depois daquela noite Gustav Von Biscat se transformou em Gudzilla. Muito cuidado! Rezem sempre ao Grande Faraó Zulu Bambaataa, depois, acreditem que Quéops e Ramsés contemporâneos viveram anos no edifício Pirâmide em São Paulo, antes do punk amigo do Gus sair do bueiro e ir pra Londres ser coveiro.
Não as possível é pessoas levem sério que vida existem AD infinitum, cara.
Escrito por Camile Spring às 18h04
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