O dia em que nossos instrumentos foram tocados
Eis a dimensão de grandes bestas, quando se arregaça os portais da consciência e não se perfilha a própria cabeça. Esse é apenas um corpo acostumado com o tictaquiar dos dias, sem a mínima vocação de se sacrificar por nenhuma burocracia. Adaptável em qualquer estação, o coração torpe, vontade sempre na contramão.
Menina balança num parquinho de gigantes maus, onde sentimentos brotam do pé de feijão, crescem-crescem-crescem, e somem rápido como os tons escuros do céu quando sou pano de chão.
Sorria pela textura da minha pele.
Um dia teus instrumentos não te bastarão
Só assim meu corpo servirá
De instrumento pra abrigar a tua mão
Faz-se automático, nada detetive. Graça-sem, assim, tudo não tem começo, nada fim.
Escrito por Camile Spring às 14h25
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