Femme Toujours, Pudor Jamais: pânico no galinheiro

Vira-lata, um invento esquecido pela descoberta de outra fórmula. Como estes ventos gelados demais, que nada são perto dos uivos frios do silêncio que congelam os ponteiros do coração. Na rua, pessoas correm assustadas atrás de alguma carcaça que lhes sirva de coberta no leito das lembranças, blecaute de todas as danças. Seguir amando a noite por ser rejeitado pelas simples doçuras dia, carência de taquicardia. Oui.
Rebusca-me, pétala musical de eternos amantes que engolem com vigueur de la vie.
Homens de outrem, homens de ninguém.
Comme moi toujours, alguém.
Divas coléricas florescem entre si na cama rouge, orgásmica existência. Chega e apavora les ordinaires: beleza demasiada, digna de ira no galinheiro da mulherada.
Autoridade desordenada.
Escrito por Camile Spring às 17h21
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