Grita Kiki, Reine de Montparnasse: Rainha de Copas lânguida jaz
Quando Kiki de Montparnasse gritou submersa em profundas águas vermelhas que cercam a cama da Rainha de Copas, ninguém ouviu. A inquietação vibra em planetas distantes demais, sensação equivocada de ausência des corps.

Sabem todos de imos alheios, mas-as-pessoas-da-salá-de-jantar impossibilitam laquear as crateras labirínticas de seus próprios corações. O que fazer? Um ensaio sobre a cintura feminina, que só quando olhada por de baixo é compreendida, infinito oceano da delicadeza entre costelas magníficas e seios que brincam de tocar beiços da imaginação: Ahhhhhhh, como tudo que é fácil demais a alma rejeita, não resta outra opção a não ser achar tudo isso EXCESSIVAMENTE CHATO.
Kiki de Montparnasse grita com a Rainha de Copas enquanto ela dorme. Kiki, a única mulher na história que nunca dormiu na própria cama, justo quem, caralho. Flores que só vivem na escuridão, cadavéricas quando luz-realidade-induz.
"Di si hay sueños y olores cuando sepas, basta cerrar los ojos con tanta fuerza pa joder mis veines de l’âme.”
Escrito por Camile Spring às 19h00
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Julio Neves, o Albert Speer do atual Reich

Cortaram a energia do Masp.
Eu não sei como o sr. Julio Neves, que não conheço, ainda pode usar o termo arquiteto antes de seu nome, e ainda ser aceito por seus pares. No mínimo estes poderiam questioná-lo e inquiri-lo de forma mais agressiva. Basta!
A obra deste sr. Julio Neves só faz aumentar o abismo entre pobres e ricos em São Paulo. Ele é anti-modernista em essência, pois não propõe nada, só faz uma releitura equivocada da arquitetura do Quartier Latin num remix de mau-gosto com os palazzos renascentistas de Roma, pra agradar ricos-bregas endinheirados. Aqueles telhadinhos inclinados do topo de seus prédios, o que são aquilo? Pra que servem? Pra evitar que o excesso de neve que cai em São Paulo prejudique a estrutura do prédio? É uma piada estética de mau-gosto.
Algumas obras dele como a Daslu ou a reforma da FAAP, lembram mais os projetos de Albert Speer, o arquiteto do terceiro Reich, com sua monumental violência contra a sociedade. Não bastasse isso, ele continua a perpretar sua visão provinciana, equivocada, cafona e tacanha em novos mirabolantes projetos como o tal "Pirocão" ou o novo shopping Cidade Jardim. O projeto é uma aberração, uma catástrofe visual em frente ao poluído Pinheiros.
Em síntese, ao ser contra a beleza, contra a inclusão social, contra o modernismo, contra a sociedade, contra a arquitetura, contra a arte e os artistas, Julio Neves é contra a idéia de civilização em si; e isso é algo que não podemos tolerar mais. Malufista de carteirinha, esse sr. merece um troféu do mau-gosto, pois empobrece nossa cidade e a violenta diariamente com seus descalabros visuais e administrativos.
Gustavo Guimarães
Escrito por Camile Spring às 12h35
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Victius Regalos, o dia coringa délicieux en tant que diable
“Me olha assim sério que eu te engulo agora.”
Que sob meus pés pairam costas tão belas, não sabia.
Nouvelle Vague, Camille paralisa o tempo como uma menininha
que brinca de esconde-esconde e depois encontra-encontra.
Instinto de quebrar aquela cara
indomesticada,
aguentada pelo pescoço
enforcado,
por minhas ancas.
Tempo devolvido.
Pernas atadas que se encaixam como quebra-cabeça subcobertâneos, inefável saga Nakama.
Coxas sob colchas-Descobertas entre cobertas, conforto cutâneo.
(Seremos esta noche todo el dia, No te olvides tu)
Escrito por Camile Spring às 19h15
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