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Desconstruir a Existência


Pegue-me dentro do Cabaret Madeleine Peyroux (e me pegue muito)

Que não me pegues, pois não seria esta a tua função. Não o é.

Lo que pasa es que no existe. Vês mais uma trôpega lorota contada por mazelas do parlatório?

 

Que me pegues, se digna for a vossa vontade, ao som de Mademoiselle Peyroux ou Rage Against the Machine.

Que me pegues jusqu'à la fin du vin des corps e de nada que há entre nós. 

Que me pegues, e deixe tuas marcas entre ossos, vísceras e lembrança, sem que isso tenha a mínima importância.

 

Insolência vagabunda, vida incapaz de reprimir lancinantes miradas ao teu infinito libertino que adentra minhas portas; todas abertas. Para tú e para elas, poucos roucos.    

 

"Canta violino em chamas que aqueçe nosso frio. Canta Madeleine Peyroux."

 



Escrito por Camile Spring às 19h29
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Fabuleaux Sopro de Frio congela los más Calientes Tiempos

"Esse vinho tem muita tinta"
Afundou no sofá vermelho ruborizada de tanto rir após seu comentário trililí. Foi ver o lábio e os dentes roxos no espelho e soltou um sorrisão, como se vislumbrasse a colheita daquelas uvas que lhe pintavam a boca. 

E esses dias frios congelam momentos para o resto da lembrança, o alvorecer
de todo calor isolado, suficiente para aquecer dois corpos que se encontram pelos arabescos do cobertor.

Mas há gente ainda que reclama do frio. Almas solitas.

Não existe melhor busca do que aquela pela taberna à luz de velas, próximo destino de todos os sonhos e vontades da próxima jornada à ser congelada: pernas estendidas sob a cadeira, taça na mão, mão na outra e está feito, o inverno garantido. Na volta, os amassos sob o terno cotelle, os beijos ensaiados na rua de baixo e as canções de Yann Tiersen Fabuleux Fabuleux Fabuleux embalando o que restou do frio. Simples assim. Perfeição, a mãe dos pequenos prazeres. 

Como se despertar no útero da mãe que está nua sob a neve, o choque de acordar no quentinho entre mil edredons e adocicadas almofadas que envolvem a fria manhã. Sair pelas ruas de brisas cortantes e avistar o sol que ainda brinca de esquentar as cores do dia, mas que se intimida pelo másculo sopro do inverno e fragiliza.  
  
E a beleza das moçoilas invernais, cuja intensidade não faz o mínimo sentido: O vestidinho de manga comprida de pelúcia até a barra, que deixa os torneados joelhos à mostra antes que a bota lhe cubra as canelas. Expressamente, o que seria isso? Ou o farto cachecol que lhe protege a nuca, antes que o chapéu angorá beije os íntimos segredos de suas madeixas, dá pra explicar?

Não. Mas o frio é bom. O Frio é muito bom.



Escrito por Camile Spring às 23h03
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